Um passeio na história pela Praia de Iracema - Literatura de Cordel (Parte V)

Praia de Iracema em 1956. Acervo Fátima Porto Belém Luís Antonio de Aragão APRESENTANDO AMIGOS E MORADORES DA PRAIA DE IRACEMA É Ernani Barreira Nosso Desembargador Helio Rola e seus murais Vescencio é bom editor. No Estoril Cláudio Pereira, Sua mesa era a primeira Ali foi o frequentador

Arquivo Nirez Dirige, Francisca a AMPI Dedé e Acrísio presentes, Vital, Marçal, Ascânio E Edmundo, são pés-quentes As bancas de Miti e “Pedo” Abertas são muito cedo Dando notícias recentes

O Poço da Draga - Arquivo Nirez Poço da Draga é Iracema A história é quem conhece Valdomiro e Tapiocas, Valmir, Fuampa, quem esquece? San, Urso, Geralda, Paulão João Brito, a Associação Aplauso bem merece Adeus Jamu e Peixoto Tem, Cristina e Paulinho, Jeová, Edílson e Caubi Madalena e Betinho Ronaldo, se foi Zezinho, Pipiu, o mundo é moinho Eurico, a vida é carinho

Família do poeta Juvenal Galeno na praia de Iracema Dunga Odakan, poeta Serrão vive a cantar Carlinhos Palhano, artistas Gegê, fez bem comprovar De Francesco Vicente, Zeno fez “Canto da gente” E Audifax, “Iracemar” José Tarcisio, artista No corredor do Dragão Fez ali bela passagem Da vida, continuação D’Costa, poeta, cantor Mágico das telas, pintor Os dois, um só coração

Os jangadeiros cearenses homenagearam a memoria de Juvenal Galeno no 30º dia de sua morte, promovendo tocante solenidade em plena praia de Iracema. Jornal Correio do Ceará de 30/03/1952 Augusto, Paulo, Bastião Petrônio, William Doutor Bombinha, Quinquinha e Misso, Banana é bom jogador Baiaca, de Gato, sócio Com Zé Guedes, o negócio Não precisa fiador D. Maisinha e Claúdios Vicente, Ernani, Celsinho Douglas, corvo, Pantico César, Fernando, Chiquinho Dandão e Marina daqui Socorro, Milena e Caubi Seu Ivã, nos curou tudinho

10 de maio 1936 - Homenagem prestada à memória de Juvenal Galeno, realizada pelos pescadores e jangadeiros cearenses ao seu eterno cantor na praia de Iracema. Jandira, Anselmo, Caubi Por Ted e Jabá, se sente Puraquê, Capão e Leco; Mário e Luis, docemente Passaram a outras vidas Elias, tais pessoas queridas Eram gente da gente Trave pequena de pedras A Praia toda rachada Na quadra ou piscininha A canela se descascava Perna de pau ou craque Vibrava defesa e ataque Só o gol interessava

Iracema em 1950- Arquivo Nirez Ari, Odilon, Joel e Léo “Tadeus”, Airton e Miltão “Nenéns”, Jean, Góes, Rui Veri, Marinho, Chico, João Dedé, Wilson, Paninho Kleber, Z’Aires, Netinho Toin, Luciano e Elmir Gavião Celina, Noima e Lurdes, Umberto, Boiadinha Vanda, Celsa, Mazéveras Norma, Vitória, Verinha, Maranguape de apreço Ozinco, alguém esqueço? Perdão à Praia todinha Lúcio e Fernando o Surf Com Bibita incentivaram Zé Edson, Wilson, Aragão “Banda Iracema” formaram Mestre Pio na bateria Na quadra da noite ao dia Todos no bairro dançaram

Praia de Iracema em 1982 - Gentil Barreira Jornalzinho “A Voz do Catra” D’um grupo Catraieiro Homem da torre sabia A vida do povo inteiro E a “Rainha da Madeira” Não gostou da brincadeira E o jornal foi prisioneiro Na Sauna, Cultura Física Turma boa ia malhar Coco verde gelado João, seu facão a cortar Futebol com Noé e Cordeiro Não havia jogo inteiro O pau era certo cantar Aurílio Gurgel o nome Daquele da boemia Responsável e respeitável Dumaresq conhecia Jânio e Lincoln, com atitude, Valdêncio o clube não mude A “Casa é do Mincharia”

Arquivo Fortaleza Nobre Dos Mercadinhos São Luís Na praia já fez teto Uma bela família Pessoal muito correto Com Deus Ramalho está Tem Fernando e Cacá Lembranças mando pro Neto D’Iracema se avista Bar da Dona Mocinha, Primeira Dama do Samba Até no Rio é Rainha Vinte e cinco anos são Do Bar dela, que é Leão Sabe a Fortal todinha

Raimundo Fagner Bênçãos quero pedir A Fagner e Belchior, Sávio, Dílson, Ednardo E tudo o que é cantador, Bernardo, cultura viva, Com Marreco e Beija-Flôr

Belchior Viaja o bom revisor Professor Túlio Monteiro Com Klevisson na Jangada Que o vento leva ligeiro Zé Maria cordelista Poeta e repentista É também um passageiro Jornalista Carlos Paiva Em espírito presente Airton Monte escreveu Uma crônica inteligente Gervásio Paula em abril Narrou queda do Estoril Em reportagem envolvente

Secretários de Cultura O poeta Barros Pinho A FUNCET na praia faz Um trabalho de carinho Do estado, Claudia Leitão Aqui o grande “Dragão” Em Iracema fez seu ninho Dr. Lúcio, Governador Dr. Juraci, Prefeito O som de poucos bares Muito mal a nós tem feito Alguns fogem das lutas Culpando as prostitutas Isto é um grande defeito Existe a Lei do Silêncio É do Código Brasileiro Foi feita para ser cumprida Por nós ou pelo estrangeiro Quem pensa que o Alvará Anarquizar direito dá Tem que ser preso primeiro. LOUVAÇÃO A IRACEMA A Rua Ildefonso Albano Dois bairros faz divisar Meireles e Iracema Praias do lindo lugar Meireles, vento conduz Iracema, sol reluz São as estrelas-do-mar

Antiga sede do Círculo militar de Fortaleza na esquina da Avenida Raimundo Girão c/ Rua Ildefonso Albano - Acervo Cepimar Atrás do Poço da Draga Praia nasce à beira-mar Vai a Ildefonso Albano Até Monsenhor encontrar O "Dragão" aparecendo Ladeira se vai descendo Com a índia a caminhar Os nomes belos das ruas Raimundo Girão criou Assim nossos indígenas O mesmo homenageou Aquidabã Avenida Que foi substituída Por quem lhe historiou São todas assim chamadas Tijipió, Potiguaras Tupi, Ararius Cariris, Tabajaras Grairas, Guanacés Pacajus,Tremembés Itapipoca e Jucás, raras Há vinte anos estive Com o Luiz Assunção Que no piano tocou Aquela linda canção “Adeus Praia de Iracema” Música mais que poema Um hino de adoração
Tenho amor por Iracema Ao mar digo meus queixumes Do tempo que não é mais Dos que já foram costumes Dos males que a rodeiam Das ilusões que a enfeitam Do bairro tenho ciúmes Iracema não confunde Empresário e aventureiro O primeiro aqui produz É nosso companheiro Pedimos ao segundo Explorador do sub mundo Vá embora “Raparigueiro!” É a praia de Iracema Capital de Fortaleza Onde o verde-azul do mar Sob o sol tem mais beleza A Virgem dos Lábios de Mel Com a Lua num painel A moldura é a natureza Navegando com Praianos Inspiradores do tema Numa jangada de versos O Cordel traçou seu lema Preservando na memória UM PASSEIO NA HISTÓRIA PELA PRAIA DE IRACEMA. FIM Leia Também: Parte I Parte II Parte III Parte IV Crédito: http://www.
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