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Um passeio na história pela Praia de Iracema - Literatura de Cordel (Parte II)

Luís Antonio de Aragão PONTES Final Século Dezoito O Paredão Pedro Segundo Antes das pontes havia Nos ligava com o mundo.

E lá no Estaleiro ainda A paisagem é muito linda Com o “Mara Hope” ao fundo

Acervo de Tiago Medeiros Ponte Metálica foi feita Para ser primeiro cais No entanto, o mar revolto Não permitiu, jamais. Ao largo a nau ficava Ela nunca atracava A distância era demais

Acervo Assis Lima Itaimbé, Itaquicé Os Itas da Companhia Alvarengas iam buscar A cara mercadoria Visitantes esperavam Gasolinas chegavam E todo mundo trazia

O fotógrafo está ao lado da Secretaria da Fazenda (Próximo onde funcionou a firma V. Castro & Companhia), olhando para a Avenida Pessoa Anta (endereço de muitos armazéns da época), tendo ao lado direito o início da Avenida Alberto Nepomuceno. Arquivo Nirez Pro’s armazéns do Boris Tinha a Loyd e V. Castro Não “enricou” quem não quis Sob trilhos em vagões Carregam os peões A riqueza do País

A Ponte velha tremia Ameaçando cair Os estrangeiros tiveram Outra que construir Também não suportou O mar não demorou A dos ingleses ruir Um Cais se conseguiu Logo depois da Guerra Mucuripe ondas do mar Iracema aqui soterra É bela página virada De uma história contada, Um período que se encerra

Catolé lidou nas pontes Nelas bem trabalhou Em anos 3 e 26 De tudo participou Ele dizia: "Meu filho, Da Ponte até os trilhos A força do mar levou". Lá do Alto da Balança Escola de instrução Por cima da Ponte veio Pousar um avião Do Aeroclube seu fundador Mestre Clésio testemunhou Esta única ocasião. BONDINHO E MARIA FUMAÇA Pelas ruas sempre calmas O Bondinho trafegava Por sobre os trilhos do tempo Passageiros se levava Lá na Praça dos Leões E em outras estações O povo desembarcava

Turmas pegavam bochecha Toalhada era sem dó O condutor se zangava A pivetada de cor Zombava do Motorneiro Gritava num coro inteiro Mamãe... Mamãe Dorme só...

Tinha a Maria Fumaça Que levava os operários Para a construção do Cais “Sapeca” com os diários Pilotava a Cento e Seis A Vinte Nove e a Três Nunca faltou aos horários Diante ao “Ferro de Engomar” Uma pedra do trem caiu Groairas com Tremembés Tudo aquilo a turma viu Foi a Pedra da Saudade Ali se previu em verdade A Praia se destruiu ANTIGOS RESTAURANTES Ramon, o espanhol Tinha belo Restaurante Defronte ao mar ficava Tudo se foi num instante Netuno enfurecido Pelo Cais construído No mar fez um levante O Deus do mar não perdoa Com ira e inclemência Soterrou o litoral Inclusive as residências A de Ramon desabafou O velho gringo chorou Daí foi pra decadência Sempre após meia-noite O pontual Zero Hora Sopa cabeça de peixe Da Ressaca era a melhora E dos clubes elegantes Vinham de perto ou distante Ver o romper da aurora

Recordando o Tony’s Lembrando Figueiredão Sorvete bem gelado E show com nova atração Vento trouxe Veleiro Um “Barco” passageiro Depois do aluvião Edifício era o Restô Ali foi o velho Lido Monsieur era Charles Francês muito querido Após, Alcino ficou Artistas apresentou Sucupira muito ouvido

Tucupi com camarão É gostoso Tacacá Foi um bar restaurante Estoril, junto de lá Comida degustada Umbelina “mãos de fada” Viva o povo do Pará Houve conosco o Nylu’s Do Nilo que é Holanda Ninguém esquece Dandão Coração é quem manda Cayton, Glauber, Pebinha Gláucia, Gueda,Toinha A família, onde anda?

Se for pra escolher, Preferisse a Opção. Vir a ser recebido Pelo Aroldo Aragão Não é por ser parente O homem é competente Nosso querido “Aroldão”. VELHOS BARES Zaírton Gruta da Praia O bar nunca fechou Um, Sete, Quatro, Sete, Oito... Alô, Gruta ao seu dispor Peixe fresco, água de coco De tudo tinha lá um pouco E Zairton, Deus levou Era Beco do Rosalvo A Canaã do Oliveira Êta, que cachaça boa Sempre pura e de primeira Na hora que o bar fechava A turma inda chorava Por mais uma saideira

Ali esteve o Sambinha Do tamanho d’ um polegar Uma mulher a Maria Ela foi dona do bar Andando lá, gerações, Cantaram suas canções Reviver, é bom sonhar Hoje é Bar Doce Bar Do folclore parada Didi é “Prateado” Dessa Praia idolatrada Maurício nome marcante Pra’s mulheres, importante, É o “Rei da Madeirada” Bar Doce Bar recuou No canto foi Gourmezinho À esquerda do “São Luís” Eram Lúcia e Galeguinho Getúlio é o dono do ponto E fato e muito conto Narra-se sobre o barzinho No posto tinha o Postinho Em meio à bifurcação De José Néri, o Didi Empresário de ação O filho Othon chamado Posto de Iracema tem dado Trabalho e dedicação

Iara e Raimundinho Os dois bares da paixão Aleardo e Titico Vicente do Violão Carlinhos Seresteiro No Acorde Violeiro Com sua pura canção Continua... Leia também: O Nascer de Iracema, Heróis Jangadeiros e suas viagens espetaculares e Jangadas

Crédito: http://www. nehscfortaleza. com/

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