Praça Cristo Redentor II
Vemos na primeira foto, colhida pela objetiva da Aba Film no ano de 1938, a Praça do Cristo Redentor. A partir da esquerda, a mansão que foi de Luiz Borges da Cunha e Maria Pio de Castro, que ficava na Rua Franco Rabelo, em frente à Praça, seguida da casa construída por José Pio Moraes de Castro e Angélica Borges Pio de Castro, depois ocupada pelo inglês Francis Reginald Hull (Mr. Hull), meio encoberta por uma árvore; a Avenida Monsenhor Tabosa, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e o Seminário Arquidiocesano.
Na frente, a praça, com a torre que lhe deu o nome.
A pedra fundamental da Torre do Cristo Redentor foi lançada no dia 23 de julho de 1922, na então Praça Comendador Machado (hoje Praça do Cristo Redentor), construída para comemorar a passagem do Centenário da Independência do Brasil. Usou da palavra o arcebispo Dom Manoel da Silva Gomes.
Jardim da residência de José Pio Moraes de Castro e Sinhá Pio, que ficava de frente para onde hoje é a Praça do Cristo Redentor, esquina com a rua Almirante Jaceguai, no início da decida hoje para o Centro Dragão do Mar.
A casa tinha uma torre, da qual se podia ver um panorama da cidade e servia a José Pio para o controle do movimento portuário, função que lhe cabia como agente da empresa Lloyd de Navegação. Posteriormente, José Pio venderia sua casa para o engenheiro inglês Francis Reginald Hull, o Mister Hull. A foto data por volta de 1900. Acervo Carlos Augusto Rocha Cruz
Jardim da residência de José Pio Moraes de Castro e Sinhá Pio. Foto do Álbum Vistas do Ceará de 1908.
Jardim da residência de José Pio Moraes de Castro e Sinhá Pio.
Foto do Álbum Vistas do Ceará de 1908.
Deveria ter sido inaugurada no dia 7 de setembro de 1922, mas só o foi às 17hs de 24 de dezembro do mesmo ano. Os construtores foram os mestres Antônio Machado, Domingos Reis e Severino Moura, que foram os próprios arquitetos e engenheiros.
Jardim da residência de José Pio Moraes de Castro
Na ocasião da inauguração falou o arcebispo Dom Manoel da Silva Gomes. Estavam presentes o presidente do Estado Justiniano de Serpa, o prefeito de Fortaleza, coronel Adolfo G. Siqueira e o deputado estadual Rubens Monte.
A torre mede 35m de altura, com 3m de circunferência.
No dia 16 de novembro de 1924 foi inaugurado o relógio de quatro faces da coluna do Centenário (Cristo Redentor), mas em virtude do balanço da torre teve que ser retirado e foi depois levado para a torre da Igreja dos Remédios, onde ainda está.
A residência de José Pio Moraes de Castro, posteriormente vendida a Mister Hull.
Engenheiro Francis Reginald Hull no jardim da casa. Foto do livro Ah, Fortaleza.
No dia 19 de dezembro de 1924, a antiga Praça Senador Machado muda o nome para Praça do Cristo Redentor, que no dia 16 de julho de 1938 inaugurou sua urbanização.
A Biblioteca Pública do Estado, que estava funcionando no Palácio da Luz, começa a mudar-se para sua sede própria, na Praça do Cristo Redentor, no dia 26 de janeiro de 1967, era a casa já citada, de Luiz Borges da Cunha, vizinha ao atual prédio da Biblioteca Pública Menezes Pimentel, inaugurada em 27 de março de 1967.
Acervo Raimundo Gomes

Na década de 70 iniciaram-se as obras de construção da Avenida Leste-Oeste que absorveu a Rua Franco Rabelo e unindo lado leste ao oeste da cidade. Foi inaugurada no dia 5 de outubro de 1974, às 10hs, batizada de Avenida Presidente Castelo Branco, unindo a Praça Cristo Redentor à Barra do Ceará. A foto nova mostra a praça como hoje está, sua arborização não deixa ver os prédios que a rodeiam, mas as casa da primeira foto que ficavam na Rua Franco Rabelo foram demolidas para darem lugar hoje ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Crédito: Portal da História do Ceará e Arquivo Nirez
💬 Comentários (5)
Acho que o mundo era bem melhor do que o de hoje,nossas casas e nossos predios,deveriam ter continuado assim.
Sinto umanperca irreparavel,quero voltar no tempo hoje mesmo,pra sentir as paredes,os pisos,a aquitetura,as fachadas,nossa como eu queria ver tudo isso como nummpasse de magicas.