Bairro Pan Americano

Casa de Antônio Boca Rica no Pan Americano. Acredito que a foto seja da década de 70. Crédito: Leninha Aguiar / Fotógrafo: Francisco Edson Gurgel de Aguiar / Agradecimento Especial: Melri Vieira Um dos locais mais conhecidos do bairro é a Praça da Igreja. Um bairro pequeno em tamanho, e muito antigo. É pouco mais de meio quilômetro quadrado. No Pan-Americano vivem dez mil pessoas. Um bairro marcado por duas praças e ruas, que agora, levam nomes de estados brasileiros.

Casa do Seu Zé do Leite bem em frente a Lagoa na época. A pequena lagoa em frente a lateral da Igreja São Pio X. Crédito: Leninha Aguiar / Fotógrafo: Francisco Edson Gurgel de Aguiar / Agradecimento Especial: Melri Vieira O Pan-Americano mantém costumes do interior. Lá vêm Adriano Mesquita, o leiteiro oficial do bairro. E não faltam freguesas que aprovam a qualidade do produto. Por dia, Adriano vende 100 litros de leite. Nem parece que esta profissão está com os dias contados.


Ontem da rua Ceará, trecho próximo à avenida José Bastos. A foto é de 1970. Acervo Bairro Pan Americano-Memórias As duas praças do Pan-americano guardam parte das histórias do bairro. Na praça Mauá existia o campo do monte. Era onde a meninada jogava bola. Na praça da igreja do Pio X, ficava uma lagoa. Era onde muitos gostavam de pescar.

"Aqui é a Igreja São Pio X ainda em fase de construção, esse espaço adiante da igreja é onde era a pequena lagoa que se formava em todos os invernos, pois a lagoa de Parangaba ficava tão cheia que escoava para lugares mais baixos e formava essa outra pequena lagoa por trás da igreja. Tempos bons! Ela era ótima para tomarmos banho... Nessa época ela tava seca, mas a terra ficava sempre úmida. Hoje temos no lugar, a Praça São Pio X" Leninha Aguiar

Igreja de São Pio X. Acervo Liandro Fiúza Soares

No verso da foto consta: "Esta foto é uma vista panorâmica do bairro Pan Americano com o vizinho bairro K-8, ou melhor, Couto Fernandes, pois na fotografia tem um ônibus parado no fim da linha do K-8 na rua Raimundo Porfírio Sampaio. Tem também um gado que é do Sr. Chico e tem umas 3 rezes na sombra do oitão da Igreja do Pan Americano e uma lagoa que vem água da lagoa da Parangaba. Estes pés de árvores que se avista depois das casas, ficam do K-8 para o bairro da Bela Vista, pois Fortaleza a não ser no Centro da capital, nos bairros e subúrbios tem muita mata, ou seja, manguerais, cajueiros, coqueiros e outros pés de árvores." Fortaleza 8-12-64 Fco Edson G.
Aguiar. Leninha Aguiar

Passagem do Papa João Paulo II pelo bairro Pan Americano, na av. José Bastos, no dia 09 de julho de 1980, próximo ao HEMOCE. Acervo Alex Mendes Francisco José Barro, “seu Barrinha” lembra que antes do bairro ser tão habitado, circos e parque aproveitam os grandes terrenos e sempre estavam por lá. Seu Barrinha dá a possível explicação do nome do bairro. “O Pici fica há seis quadras daqui e o nome veio junto com a base aérea americana construída lá”, diz ele.

Rua Uruguaiana no Pan Americano - Valmigleison No bairro funciona o 11º Distrito Policial e o posto de saúde Oliveira Pombo. A unidade de ensino mais antiga é a Escola Estadual Anísio Teixeira. O aposentado, José Coelho de Andrade, viu o colégio ser construído. Guarda com carinho a placa que recebeu em homenagem aos 50 anos da construção. Ele fala da época em que o pai vendia lenha numa carroça.

Foto do arquivo do blog do colégio. O Pan-Americano surgiu depois de alguns loteamentos. A história continua sendo escrita dia a dia. Edson Aguiar, um morador do Pan Americano, agora embarcou num desafio, quer escrever a história do bairro. Para isso distribuiu formulários entre os moradores mais antigos.
Tudo para saber um pouco mais do lugar em que vive. Crédito: Tv Verdes Mares
💬 Comentários (17)
Esses detalhes que vc forneceu, muito ajudarão na minha busca por dados sobre o cemitério, obrigada!
Fiquei abismada em saber que as lápides foram usadas como calçadas, e que os restos mortais foram abandonados no terreno, que falta de respeito¬¬
Eu tenho o livro.
Assim como vc, amo história, e da nossa cidade
então... Fatos importantes do passado de Fortaleza, devem ser sempre lembrados, ainda mais um absurdo como esse, justamente para que não voltem a acontecer. Se bem que infelizmente aconteceu um caso bem parecido¬¬
Lembra do caso do Bom Jardim?
Onde moradores afirmaram que a areia utilizada numa obra da Prefeitura vinha de um cemitério e estaria contaminada? Eram restos de ossos, cabelos, roupas, alças de caixão e até partes de lápides com gravações do nome e data de morte espalhados pelo chão. Tudo estava misturado à areia destinada à obra de calçamento na rua Erizeu Ramos, no Bom Jardim. Aff
É tanto absurdo que me pergunto
onde anda o poder público que não
toma uma providência para acabar
com tanto descaso tsc tsc tsc
Estou gostando muito dessa troca de
conhecimento e informações! :)
Abraços
Um Abraço.
Assinado
Antonio Carlos