Milton Morais
Manoelito Soares Moraes, mais conhecido como Milton Morais, nasceu em Fortaleza, a 4 de setembro de 1930.
Desde garoto gostava muito de arte. Começou a carreira aproveitando uma carona de uma caravana circense que passou por Fortaleza, mas ela se desfez chegando na Bahia. Aos 19 anos, ele pegou então um ônibus e foi para o Rio de Janeiro tentar a carreira de ator.
Procurou companhias de teatro e ingressou na montagem teatral “Rua Nova” (1947). Em 1948, estreou um espetáculo escrito por Amaral Gurgel.
E Milton Moraes conseguiu trabalhar ao lado de grandes atores, como Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Em 1957, junto ao Teatro Nacional de Comédia, protagonizou a bem sucedida montagem “Pedro Mico”. Entre as mais de 100 peças em que atuou, destacam-se “Festival de Ladrões” (1979), “O Canto da Cotovia”, “Casa de Chá do Luar de Agosto”, “A Venerável Madame Goneau”, “Um Edifício Chamado 200”, entre outras.

Peça Pedro Mico - Multiply In Memorian

"TV Walita" - Década de 60 - Multiply In Memorian Atuando em cinema desde os anos 50, o ator conta com cerca de 30 longas em sua carreira. Ficou conhecido por seus tipos malandros, boêmios e despreocupados, refletindo a condição dos marginalizados e da população de classe média baixa. No teatro seu maior sucesso foi a montagem de Um Edifício Chamado 200 que ficou anos em cartaz e com a qual viajou pelo Brasil. Na TV seus melhores trabalhos foram nas novelas Bandeira 2, O Espigão e Escalada.
Também participou de outros sucessos, como Dancin Days, a primeira versão de Cabocla, Água Viva, Final Feliz e a minissérie Anos Dourados. Seu último papel foi na novela O Dono do Mundo, em 1991.

Novela Bandeira 2 em 1971 - Multiply In Memorian

Novela Bandeira 2 em 1971 - Multiply In Memorian Foi casado com as atrizes Glauce Rocha e Norma Blum. Se casou mais duas vezes com Mara Regina e Carlota Pauline.

Glauce Rocha e Norma Blum Curiosidade: Em seu primeiro trabalho no teatro, deveria subir ao palco com sapatos de verniz, comprados com dinheiro adiantado pela produção. Apaixonado pelos cavalos, perdeu tudo nas corridas e precisou entrar em cena com um par de galochas, o que lhe valeu por muito tempo o apelido de Milton Galocha. Depois, acabou tornando-se proprietário de mais de 20 cavalos no Jockey Club do Rio.

Foto de 1972 - Multiply In Memorian Trabalhos no cinema: Os Trapalhões e o Rei do Futebol (1986) .... Dr. Barros Barreto Aguenta, Coração (1984) O Trapalhão na Arca de Noé (1983) .... Morel Beijo na Boca (1982) .... pai de Celeste Pra Frente, Brasil (1982) .... Policial O Sequestro (1981) .... Argola Bonitinha Mas Ordinária ou Otto Lara Rezende (1981) .... Peixoto

Bonitinha mas ordinária - Multiply In Memorian Os Paspalhões em Pinóquio 2000 (1980) A República dos Assassinos (1979) O Amante de Minha Mulher (1978) Barra Pesada (1977) .... Florindo Um Marido Contagiante (1977) .... Mário

Um marido contagiante - Multiply In Memorian O Homem de Papel (1976) .... Carlos Ninguém Segura Essas Mulheres (1976) .... Gil

Ninguém segura essas mulheres - Multiply In Memorian Um Edifício Chamado 200 (1973) .... Gamela Os Homens que Eu Tive (1973) .... Torres Sagarana, o Duelo (1973) Os Devassos (1971) O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971) .... alquimista Os Senhores da Terra (1970) É Simonal (1970) A um Pulo da Morte (1969) Maria Bonita, Rainha do Cangaço (1968) .... Lampião Perpétuo contra o Esquadrão da Morte (1967) .... Perpétuo Mineirinho Vivo ou Morto (1967) ....
Arubinha Nudista à Força (1966) A Montanha dos Sete Ecos (1963) Gimba, Presidente dos Valentes (1963) Assassinato em Copacabana (1962) .... Pascoal A Estrada (1956)

Um Edifício Chamado 200 - Multiply In Memorian No teatro Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues; O Berço do Herói, de Dias Gomes; Um Edifício Chamado 200, de Paulo Pontes.

Boca de Ouro 1960 - Foto Carlos/ Cedoc-Funarte

Boca de Ouro 1962 - Multiply In Memorian Teledramaturgia 1991 - O Dono do Mundo - Lopes Resende 1990 - Rainha da Sucata - Vicente 1988 - Abolição - Coronel Hipólito Macedo Tavares 1986 - Anos Dourados - Cláudio 1985 - De Quina pra Lua - José João Batista 1985 - A Gata Comeu (participação especial) 1984 - Amor com Amor se Paga - Barreto 1983 - Louco Amor - Sérgio 1982 - Final Feliz - Alaor 1982 - O Homem Proibido - Getúlio 1982 - Caso Verdade 1981 - O Amor É Nosso - Roberto 1980 - Plumas e Paetês (participação especial) 1980 - Coração Alado - Ângelo 1980 - Marina - Mário 1980 - Água Viva - Sérgio 1979 - Cabocla - Joaquim

Cabocla 1979 - Multiply In Memorian 1979 - Feijão Maravilha 1978 - Dancin' Days - Jofre 1977 - Espelho Mágico - Vicente Drummond 1976 - Duas Vidas - Alexandre 1976 - Saramandaia - Carlito Prata 1975 - Escalada - Armando 1974 - O Espigão - Lauro Fontana 1973 - Cavalo de Aço - Carlito

Cavalo de Aço 1973 - Multiply In Memorian 1972 - O Bofe - Sérgio Marreta 1971 - Bandeira 2 - Quidoca 1969 - Enquanto Houver Estrelas - Gílson 1969 - O Retrato de Laura - Júlio 1965 - 22-2000 Cidade Aberta Milton Morais faleceu aos 63 anos, de insuficiência cardíaca no Rio de Janeiro, em 15 de fevereiro de 1993.

Na foto, com Teresinha Sodré em 'O Homem de Papel', de Carlos Coimbra - Multiply In Memorian Milton Morais foi ator, roteirista e cenógrafo.
Foi um dos principais atores de seu tempo, atuando em inúmeros filmes, peças teatrais e telenovelas.

Fontes: Wikipédia, Museu da TV e Multiply In Memorian
💬 Comentários (11)
Surpresa maior foi saber que ele foi casado com a gatíssima Norma Blum ( ainda hoje linda ) que infelizmente sumiu da telinha.
Um dia desses assistí um filme dele cujo título era "O HOMEM DE PAPEL",filmado e gravado em Fortal, na casa de outro fera do Estado que nem sob torturas medievais e chinesas digo o nome dele pois o filme era mais pesado que consciencia de político corrupto em dias de eleições ou diante de uma CPI formada só por vampiros da Oposição.
Excelente post que me fez matar saudade de duas figuras que jamais vou esquecer: Milton e Norma!
Bjs Leila!
Beijos e obrigada pelo comentário
Felicidades em dobro pra vc!
Obrigada pelo comentário e pelas palavras. :)
Forte abraço
Viva!!!
Forte abraço e obrigada pelas gentis palavras e pelo comentário!