Henriqueta Galeno - Quebrando barreiras através do saber e da literatura

Na trajetória de Uma Literata Feminista, a cearense seguiu caminhos diferentes daqueles trilhados pela maioria das mulheres fortalezenses do seu tempo, ampliando espaços destinados às mulheres e impulsionando reflexões às suas conterrâneas cearenses acerca de seu lugar na sociedade.


Profundamente influenciada pelo pai e movida pela paixão pelo conhecimento e por seus ideais, Henriqueta Galeno fundou, em 1919, o Salão Juvenal Galeno, posteriormente rebatizado de Casa de Juvenal Galeno, espaço de extrema importância para o desenvolvimento da cultura do Ceará. No local, funcionou ainda a Ala Feminina, que reunia escritoras, poetas e ensaístas do período.


Durante sua trajetória, Henriqueta também se dedicou a produzir ensaios, estudos e artigos que, por sua vez, eram publicados em jornais e revistas da capital cearense. Foi membro atuante da Associação Cearense de Imprensa e ocupou a cadeira nº 23 da Academia Cearense de Letras, tendo como patrono ninguém menos que seu próprio pai, Juvenal Galeno. Um dos maiores legados de Henriqueta foi essa bandeira de luta em reconhecimento ao valor da inteligência feminina.


A editora Henriqueta Galeno, criada em sua homenagem, foi outro marco, que estimulava as mulheres, além de escritores, a produzirem suas obras, assim como ela sempre fez questão de fazer.
Henriqueta também prestou um serviço de valor inestimável, que foi abrir as portas da Casa Juvenal Galeno para acolher os intelectuais cearenses, verdadeiro templo cultural.
Henriqueta faleceu em 10 de setembro de 1964. Em sua homenagem, batizaram uma rua do Cocó com seu nome.


Henriqueta Galeno é mais um desses casos de cearenses notáveis que mostraram para o Brasil – e o mundo – aquilo que temos de melhor. Sua trajetória é motivo de orgulho. Orgulho este que se estende a todos os artistas e pensadores que brilham, fazem e acontecem. Crédito: Mostra Sesc de Culturas