Excelsior Hotel - A queda de uma lenda
Quando se pesquisa no Google sobre o Hotel Excelsior, o primeiro título à disposição dos internautas que aparece é “O maior Prédio de Alvenaria do Mundo fica em Fortaleza – Excelsior”.
E todas as matérias relativas à edificação histórica exaltam essa característica. Até os jornais da cidade (por exemplo, O Povo e Diário do Nordeste) propagam a mentira. Na verdade, o Excelsior nunca foi o “maior do mundo” e sequer construído sustentado por tijolos. O prédio tem sua sustentabilidade calcada no velho e seguro cimento armado*.

Quem desmente é Miguel Ângelo de Azevedo (o Nirez ) musicólogo de primeira qualidade e também pesquisador da Capital do Ceará. Segundo ele, quando o prédio começou a ser edificado, em 1928, realmente o seu proprietário, Plácido de Carvalho, rico comerciante fortalezense, montou a estrutura em alvenaria de tijolos e trilhos** de trem, unidos por argamassa de cimento e cal.
Porém, o construtor Natali Rossi, irmão de Pierina Rossi, esposa de Plácido, o aconselhou a desistir de tal empreitada de alvenaria (a obra já estava no segundo andar), pois a partir do quinto andar (o prédio foi projetado para ter oito) a estrutura ficaria muito pesada e os tijolos seriam arrebentados, provocando desabamento.

Na parte externa do prédio os arabesco, em forma geométrica, embelezam a fachada Foto de Eliézer Rodrigues
Então, todo o projeto foi refeito e a construção recomeçou do zero, a partir dos fundamentos da obra, mas usando concreto armado.
O hotel fica localizado na praça do Ferreira, na esquina entre as ruas Guilherme Rocha e Major Facundo. Inspirado num edifício existente em Milão, na Itália. A construção começou em 1928 e foi inaugurado três anos depois.

Os elevadores ainda são os originais - Foto de Eliézer Rodrigues Toda a decoração do prédio, a ambientação interna, principalmente a entrada, até hoje está do jeito que foi idealizada, desde a sua inauguração. A ideia foi da italiana Pierina Rossi, mulher de Plácido de Carvalho, que mandou buscar na Itália todos os apetrechos necessários à decoração do novo hotel que estava surgindo na cidade, em meados do século XX.

Detalhes dos candelabros - Foto de Eliézer Rodrigues *Concreto armado. ** De acordo com o pesquisador e ex-ferroviário, Assis Lima, os trilhos usados não foram de trens. As ferragens para a construção do prédio vieram da Polônia, juntamente com uma encomenda para a estrada de ferro de Baturité, que à época já era denominada RVC. A encomenda chegou em 1929. Fonte: Relatório da RVC de 1929, criminosamente destruído em 1998 por ser entregue às intempéries de prédio com telhado comprometido.
As chuvas de 98 levou os insensíveis dirigentes da ferrovia a colocarem "papéis velhos" no lixo.¬¬ Todos os créditos para o querido amigo Eliézer Rodrigues, jornalista respeitado e editor da revista Singular
💬 Comentários (30)
Hoje o Hotel pertence ao cônsul geral da Hungria, Janos Fuzesi Júnior.
Abraços
Estou preparando uma postagem falando justamente sobre o Excelsior.
Temos agora, em volta da praça, um de estilo semelhante ao L'Escale...
3.4 não dá mais¬¬ :D
O herdeiro não permite visitações. :(
Obrigada pelo comentário!
conhecer o hotel acima mencionado por dentro.
mas de qualquer forma o seu blog é magico e,nos
remete a deliciosa nostalgia de reviver tudo
que fortaleza já foi...sim,visto que a historia
,musica~tema,ilustraçoes nos deixa maravilhado.
parabens!sandro milanezze
Muito obrigada querido, fico muito feliz e lisonjeada em ler seu comentário tão gentil! :)
Um forte abraço
Ah, coloquei o correto no final da postagem. :)
Abraços e boa observação.
rsrs Gentileza sua!
Atenciosamente
Almir Franco
Forte abraço e agradeço o comentário :)
Obrigado pela atenção
Almir Franco
Muitíssimo obrigada por essa informação tão importante, principalmente para qm sempre almejou conhecer o prédio por dentro, estou muito feliz mesmo! :D
Beijossssssss
se tiver eu tô é dento