Clube dos Diários - 97 Anos

Diretoria do Clube dos Diários em foto de 1913. Acervo de Nilson Cruz

Em consequência de uma dissensão na sociedade do Clube Iracema, surgiu aos 18 de março de 1913 o Clube dos Diários, aquele que seria o mais requintado clube da “Belle Époque” de Fortaleza. Entre seus fundadores encontravam-se João Garcia Arêas, Francisco da Costa Freire, Martiniano Silva, José de Mendonça Nogueira, João Mac-Dowell, César Cals de Oliveira e Henrique Jorge. Desde sua inauguração, instalou-se no Palacete Guarany, na antiga Rua Formosa, a mais elegante de Fortaleza, no começo do século, hoje rua Barão do Rio Branco.
Seu prédio foi construído pela Associação Cearense do Comércio, com planta trazida de Paris, pelo Barão de Camocim, apresentando imponente cobertura de ardósia.
Foto ao lado é de 1931
Contava entre seus primeiros presidentes: Francisco da Costa Freire, Couto Fernandes, Eduardo da Rocha Salgado, Luciano Martins Veras, Eliezer Studart da Fonseca – a mais atuante presidência que dirigiu o clube por um largo período de mais de trinta anos -, Fernando Eduardo Benevides e Evandro Salgado Studart da Fonseca.


O Clube na década de 70 - Arquivo Jane Bandeira

O Clube nos anos 70. Acervo Alexandre Montenegro

Foto histórica do Clube dos Diários na Beira Mar (Ao fundo, o prédio em construção é do Ponta Mar Hotel) - Década de 80. Arquivo do Clube

Anos 80 - Arquivo do Clube

Anos 80 - Arquivo do Clube

Vemos o Clube e a praia dos Diários em março de 1986. Acervo Alexandre Montenegro

Praia dos Diários em março de 1986. Acervo Alexandre Montenegro O Clube dos Diários preenchia a vida social de Fortaleza com charme e elegância. Grandiosos bailes, apresentações musicais, exposições de pintura ocorriam em seus salões. Acompanhando o desenvolvimento tecnológico, sua diretoria procurava oferecer aos seus associados, o que de mais moderno pudesse ser encontrado na área de lazer e entretenimento. Sob a presidência de César Rossas, em agosto de 1931, foi instalado um cinematógrafo no clube, na antiga sala de bilhar.
O cinema contava com 200 cadeiras e as sessões eram quinzenais, exclusivamente para sócios, com danças e distribuição de doces e refrescos, no intervalo e após o término das sessões. Até o final dos anos 20, a vida social e elegante da cidade era conduzida pelos dois clubes: Iracema e Diários. Esses, rivalizavam na apresentação de suas festas, principalmente nos tempos carnavalescos. Seus salões eram alugados pelos clubes menores, sem sede própria, para os bailes vesperais.
Com seu entusiasmo e alegria contagiante, essas associações recreativas movimentavam os carnavais de então.

A grande animação ficava por conta do pré-carnaval, com seus “assaltos” e deliciosas “matutadas”, organizadas por grupos carnavalescos, filiados aos dois clubes, nas residências de pessoas a eles ligadas. Por vezes, foi o Clube dos Diários o responsável pela abertura dos festejos de Momo, como em janeiro de 1931, com o grito de carnaval, organizado pelo dr. Pedro Sampaio, com os blocos das Colombinas, dos Pierrôs e dos Arlequins. Membros de sua diretoria, como Fernando Benevides e Afonso Feijó, compunham com Fernando Pinto, do Ideal Clube e Odorico de Moraes, do Iracema, os grandes animadores do antigo Carnaval de Fortaleza.
Na segunda metade do século XX, o Clube dos Diários, numa forma de sobrevivência, fundiu-se com o Clube Iracema constituindo o Clube Diários – Iracema.

Antigo baile de carnaval no Diários Mudanças de endereço - Em 1956, a sede foi transferida para a Beira Mar. Em 2003, por conta de dívidas com a União e com a Prefeitura, o Clube dos Diários encerrou suas atividades na avenida Beira Mar, sendo sua sede vendida por R$ 19 milhões. A nova sede foi inaugurada, no mesmo ano, na Praia do Futuro. Fonte: Site oficial do Clube
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O clube não funciona mais na Beira-Mar, agora está localizado na R. E, 100 - Dunas.