Café Wal-Can - Abrigo Central

Naquele espaço retangular do terreno formado pelas ruas Guilherme Rocha, Pará, Floriano Peixoto e Major Facundo, foi construído o Abrigo Central, iniciativa do então Prefeito Acrísio Moreira da Rocha. Era um local onde se agrupavam políticos, torcedores de futebol e pessoas que ali se dirigiam para apanhar ônibus de vários bairros, e linhas que circulavam a Cidade, pela Empresa São Jorge, com destino a Praça São Sebastião (Mercado) depois Praça Paula Pessoa (Ruas Justiniano de Serpa, Dom Jerônimo) - Farias Brito, cujo local existiu o tradicional Jardim São José, mais conhecido como Jardim Japonês, da família Fujita (João Batista, Nisabro, Edmar, Francisco, Luzia e Maria José) que injustamente sofreram opressões com o "quebra-quebra" no tempo da 2ª Guerra Mundial de 1944.

Com a demolição da quadra da Praça do Ferreira ao lado do prédio da Intendência e demais casas comerciais (entre as ruas Floriano Peixoto. e Major Facundo), na gestão do Prefeito Acrísio Moreira da Rocha, foi construído em 1949 - o Abrigo Central, num espaço da metade da quadra, entre a Rua Pará e Guilherme Rocha.

Passeata anunciando o lançamento do ano - O Café Wal-Can



Sr. Waltério Acompanhando de perto o trabalho de suas colaboradoras

Sr. Waltério Cavalcanti, com clientes e amigos Ainda no hall do Abrigo - o célebre e inesquecível "Pedão da Bananada" e os famosos sanduíches , cognominados "espera-me no Céu" e "cai duro", e comprando um, o cliente tinha direito a um envelope de Sonrisal e uma vitamina "KH" na hora; existia um funcionário especialista no ramo de merendas de frutas, Sr. Musse; no final do corredor do Abrigo, o Café Hawaí; ao lado, a garapeira do Sr. Peixoto, cuja venda de guaraná (artificial), água mineral com e sem gás, groselha e limonada, era muito apreciada por todos que frequentavam o Abrigo Central.

Café Wal-Can - Rua Floriano Peixoto em 1983. Foto de Nelson Bezerra Ainda pelo lado da Praça do Ferreira, a parada de ônibus da Empresa São Jorge - Kalil Otoch, as linhas do centro, Soares Moreno, Praça São Sebastião, Cemitério, D. Jeronimo, Justiniano de Serpa, que muito facilitava a vida dos que moravam no centro - uma realidade muito diferente dos dias de hoje, com tantas transformações que sofreu a arquitetura de nossa cidade.

As funcionárias do Café Wal-Can

Mulheres também iam ao Abrigo, mas com menor frequência que os homens. Dona Conceição Santos, 74, diz que “o Abrigo era muito movimentado, sempre tinha muita gente, mas eu só passava por lá quando ia para o centro, tomava um café e seguia. Quem ia muito mesmo era meu marido, porque lá era mais um lugar para os homens se encontrarem”. Entretanto, seu Mário lembra que “tinha muitas senhoras que compravam na confeitaria” e até algumas moças trabalhavam no box do Café Walcan. Crédito: Wal-Can in Memorian/ Valtério Cavalcanti
💬 Comentários (20)
Hoje li os tres posts...os 2 do abrigo e o dos rabos de burro. Lembo-me bem, disso tudo.As mocinhas dozelas, tinham "pavor" dos rabos de burro. Quanto ao Abrigo Central, tenho saudade. Íamos muito, com a mamãe, no Pedão da Bananada.
Era diferente, da bananada caseira, não sei qual o "segredo" do Pedão...Pena, que derrubaram o abrigo, fazia parte integrante da Prç do Ferreira...é isso!
Beijos
De tanto ouvir falar dessa bananada, queria ter tido o privilégio de saboreá-la rsrs Pedão foi outro que morreu de tristeza, acabaram com o Abrigo e com os sonhos de um homem...
Beijos linda
Queria tanto ver imagens do box¬¬