Bairro Monte Castelo

O bairro em 1993 Este ano de 2010, o bairro vai completar 65 anos de existência. A comunidade foi batizada de Monte Castelo, no dia 15 de junho de 1945, após um decreto municipal, assinado pelo prefeito da época (Raimundo Alencar Araripe).

Praça Coronel João Pontes Antes, o bairro era chamado Açude do João Lopes. No Monte Castelo, funcionou durante muitos anos o Primeiro lixão da cidade, na realidade um forno crematório.

O tradicional e famoso "Alicate" do Monte Castelo Um dos lugares mais conhecidos do Monte Castelo é a Praça Redonda. Esse é o nome popular, porque o nome oficial da praça é Coronel João Pontes. Lá, são realizados os festivais de quadrilha e vários eventos do bairro. O arraial será no começo de Julho. E o bairro tem algumas curiosidades. Por exemplo, era no Monte Castelo que ficava o crematório de lixo da capital. Isso entre as décadas de 40 e 50. Antigo João Lopes.
O primeiro nome veio por causa do açude que fica no bairro e abastecia os moradores. Era ainda a área de lazer e até a fonte de renda. Nas décadas de 50 e 60 todos conheciam as lavadeiras do Monte Castelo. A lavadeira, Maria José Ancelma era uma delas. Há 30 anos, lavava roupa nos riachos que vinham do açude. “Naquela época as lavadeira viviam andan do com trouxas. Algumas deixavam os filhos largados em casa, lavavam roupa alí no corrente da marinha. As lavadeira eram muito conhecidas; aqui no bairro tinham várias”, lembra Ancelma. O nome Monte Castelo, foi uma homenagem à batalha vencida pelos brasileiros na Segunda Guerra Mundial. A Praça Redonda, no limite do bairro com São Gerardo é referência.
Nela ficava o Clube do Internacional, que agora só existe na memória dos mais antigos. Como a pensionista, Maria de Lima Albuquerque, que frequentava o clube com a família. A saudade fica mais forte neste mês de junho. “A gente dançava muito no São João, eu lembro”, diz a pensionista. A dona-de-casa, Nícia Coelho, sempre pára em frente ao antigo clube. Ela e todas as amigas do bairro gostavam dos dias de festa. “A gente sempre ia com as amigas. Todo mundo ia. Ave Maria! Era tanta gente nessa festa…era muito animado”, conta a dona-de-casa. O Monte Castelo tem ainda a fé no Senhor do Bonfim.
A igreja já mudou de endereço, mas a paróquia é tradicional, tem 52 anos. Os moradores também se orgulham da capela Mãe Rainha, que fica no limite com o São Gerardo. E eles ajudaram a construir. Mas o que o bairro guarda como a maior riqueza é a memória dos moradores mais antigos. Gente como o aposentado, José Geraldo, de 85 anos. Os 55 últimos vividos no Monte Castelo. Ele se lembra por exemplo de onde asisstiu a Copa do Mundo de 1970, quando a única televisão era preto e branca e pública.
“A televisão ficava alí onde tinha um chafariz e era na areia. Ela era colocado em uma coluna que fizeram e algumas pessoas ficavam em pé, outras levavam cadeiras, sentavam alí até 9h ou 9h30 da noite”, lembra o aposentado. Monte Castelo é um dos bairros mais antigos da Capital, onde segundo os moradores muitos costumes não mudaram. Dona Zuleide Pontes é aposentada. A ligação dela com a Praça João Pontes, no bairro Monte Castelo, não é mera coincidência.
Ela conta que não só a praça, mas toda área que compreende o bairro Monte Castelo, pertencia ao sogro. Os lotes foram vendidos aos poucos e o lugar, ganhando características próprias. Em 1945, já como bairro, ele ganhou o nome que tem até hoje. Foi uma homenagem do então prefeito Raimundo Araripe à vitória dos brasileiros no norte da Itália durante a batalha de Monte Castelo. Mais de 60 anos depois, os moradores do Monte Castelo se orgulham do lugar e dizem que motivos não faltam. Para seu Raimundo Holanda, o tempo passou rápido, mas alguns costumes não mudaram. A amizade entre os antigos moradores também é preservada.
Um forte motivo para muita gente não querer sair do bairro. Fonte: Tv Verdes Mares, pesquisa na internet e fotos de Paulo Campelo
💬 Comentários (18)
Parabéns pela iniciativa! É tanta coisa que não dá pra ver e saborear de uma vez só. Morro de saudade da cidade de antes. Não tenho nenhuma atração pela Fortaleza hoje, e sempre que chego aí ela vai sumindo, deixando de ser o que era. Pode-se muito bem construir o futuro sem destruir o passado.
Estarei sempre por aqui. Pelo menos encontro Fortaleza.
Um Abraço e sucesso no seu blog.
Paulo Campelo
jornalista, radialista e pesquisador
Mesmo assim, obrigada pela dica.
Abraços
Abraços
Como é gostoso ter saudades daqueles anos 1964/1965.
Abraços
Quero muito conseguir atender seu pedido! :)
Forte abraço
Comida boa e música de qualidade, não tem como recusar! rsrs
Bjos
Leila
Boa noite
Gostaria muito de localizar parentes que moram ou moravam no bairro monte castelo , justamente na rua naturalista Feijó , onde hoje existe condomínios residência ,perdi o contato , meus tios e tia moravam neta rua e criaram os filhos aí neste bairro pelo qual são meus primos
Me lembro do primeiro nome de alguns como por exemplo
Jairo, Eduardo , ,Francisco ,,(Chico ), Roberto (Marinheiro ,), José ex marinheiro ),seus pais chama - Raimundo(irmão da minha mãe chamada Nazaré ) e Luzia .
Maria do Carmo ,Fátima ,Marlene ,Regina ,
Feliz Natal
Segue anexo. Número tel whatsapp 5511 96895.4255
Ricardo Lima